Uma doença bastante frequente na prática do reumatologista, a artrite reumatoide caracteriza-se pela presença de artrite simétrica (acomete ambos os lados) das articulações das mãos e dos punhos e inicia-se de forma lenta, instalando-se, geralmente, ao longo de semanas a meses. O paciente queixa-se de dor e inchaço nestas articulações, principalmente pela manhã, acompanhados de uma sensação de rigidez articular prolongada (mais de 1 hora).


Ela acomete sobretudo mulheres de 40 a 60 anos e, como muitas das doenças reumatológicas, ainda não se sabe como ela surge, porém é nítida a influência de fatores genéticos e ambientais. Sabe-se, por exemplo, que há uma associação com infecções dentárias (periodontite) e tabagismo.


O diagnóstico é feito por meio da história clínica, exames laboratoriais e de imagem. Alguns anticorpos podem ser identificados, sendo o fator reumatoide e o anti-CCP os mais utilizados na prática clínica. É importante que a doença seja identificada precocemente, pois ela pode evoluir com deformidades articulares irreversíveis, as quais trazem limitações à vida diária.


Felizmente, o tratamento da artrite reumatoide evoluiu muito nos últimos anos e hoje em dia há uma série de medicamentos disponíveis, que permitem alcançar a remissão ou atingir um grau leve de atividade da doença. Da mesma forma, a mudança de estilo de vida é importante no controle dos sintomas, sendo a cessação do tabagismo uma das metas a serem alcançadas.



Imagem: Sociedade Mineira de Reumatologia (https://reumatominas.com.br/artrite-reumatoide-requer-tratamento-continuo)